
dEUS, Antuérpia, 1994
Ali mesmo, entre as arcadas que dão para o porto e o Tom e o Stef Kamil. Com a catedral em pano de fundo. Como já não estamos em 1994 há muito tempo, eles também já não estavam lá.
Antuérpia é a cidade fashion da Flandres. Bruges atrai os turistas, Gent é a cidade por descobrir, relaxada e cool, Bruxelas é o ponto internacional extraordinariamente discreto. E enquanto todas partilham de um certo low-profile tipicamente belga, em Antuérpia há que ver e ser visto. Bem vestido, de preferência.
Não propriamente bem vestida meti-me no comboio e saí na estação central. Paga-se para entrar na catedral de Antuérpia, mas a estação central é grátis e é um bocadinho como estar numa catedral, de tão bonita que é.
Depois percorri as ruas cheias de Zaras e Mangos e Esprits e H&Ms, cheguei ao Grote Markt (aqui todas as cidades têm a sua Grand Place). Era fim-de-semana de festa, e parte da praça estava intransitável. Decidi deixar a confusão para encontrar o porto. Aquele que aparecia nos livros de História, como diz a Cinderela, com toda a razão.
O Porto de Antuérpia pode ser o segundo maior da Europa (o maior, diz a Wikipedia, fica em Rotertão), mas estava bem mais sossegado. Os barcos, o rio e as gruas (parentes da Poderosa e da Vigorosa, quem sabe?) são a perder de vista, mas há uma paz qualquer naquele misto de beleza e decadência.
Esta é a segunda maior cidade da Bélgica, a maior da Flandres e o centro mundial do diamante. Se calhar é por isso que eles se acham melhores que o resto dos flamengos, e bem melhores do que qualquer belga da parte francófona.
Continuei a andar à beira-rio, sem ver dEUS ou Zita Swoon. Mas que hei-de fazer?, lembrei-me deles.